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Tabarez diz que sanção foi pesada e abandona cargo na Fifa

27 jun 2014
18h10
atualizado às 19h49
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O tema Luis Suárez dominou a entrevista de Óscar Tabarez, técnico do Uruguai, antes do jogo de oitavas de final deste sábado, às 16h, contra a Colômbia, no Maracanã. O treinador não deu entrevista e fez apenas essa declaração.

<p>Técnico do Uruguai falou sobre a punição de Suárez</p>
Técnico do Uruguai falou sobre a punição de Suárez
Foto: Carlos Barria / Reuters

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"Vou excluir um tema. Vou falar sobre a sanção sobre Luiz Suárez. Nos dominou o assunto, nos deixou muito chateados e depois não vou falar mais. Todo mundo pode ter opinião. Sou técnico do Uruguai, produto do futebol uruguaio e representante do futebol do meu país. Mas também como defensor do jogo limpo, e dos valores de fair play para jogadores juvenis. Ganhei até ordem ao mérito da Fifa e da Unesco", disse.

"Agradeço infinita e eternamente por isso. Quando se abre um expediente por faltas ou incorreções por um jogador, não vistas por um árbitro, se vê as imagens e se tira conclusões do que passou. Na entrevista depois do jogo contra Itália não tínhamos visto as imagens e vimos que se poderiam sancionar os protagonistas da jogada", disse ele, citando a Suárez e Chiellini.

<p>Luis Suárez fui punido e não disputa mais a Copa do Mundo do Brasil</p>
Luis Suárez fui punido e não disputa mais a Copa do Mundo do Brasil
Foto: Carlos Barria / Reuters

"Mas nunca pensei que a decisão seria tão severa. Uma decisão muita mais sobre a opinião midiática que outra coisa. Há jornalistas que fizerem desse assunto o único da Copa. Não sei de que nacionalidade eram, mas todos falavam inglês. As opiniões estão todas voltadas sobre antecedentes pelas quais já foi sancionada, mas parecia que a pena era eterno", afirmou.

Tabarez diz que não discute o poder da Fifa. "Mas isso não quer dizer que não podemos contestar e ser contra esse poder. Como técnico e como professor, me apresenta a teoria do bode expiatório. Dar um castigo exemplar não importa a quem seja. Para que o coletivo, os que recebem a mensagem, saibam o que está bem e o que está mal, o que se deve fazer e o que não. Há um perigo nesse tipo de julgamento. O bode expiatório é uma pessoa que tem direitos, apesar dos equívocos que fez, deu muita contribuição ao jogo dentro de campo; ao promover com seu jogo um grande torneio como esse, a Copa do Mundo".

O treinador diz que é preciso encontrar respostas para muitas perguntas. "Com essa decisão, quem ganha? Quem perde? Quem se beneficiou? Quem sai prejudicado? Não vou responder a todas as perguntas, mas posso dizer algo. A partir dessa decisão, serão tão severa e tão exagerada todas as punições por agressões? Duvido muito", comentou.

"Porque neste torneio antes desse episódio se viram coisas que se mediram com medidas diferentes. Há muita omissão porque não se trata a todos os casos iguais e se exagera nessa pena. Não estou justificando e nem digo que não deva punir. Mas sempre há que dar uma oportunidade ao que erra. Por isso não estou de acordo com a teoria do bode expiatório. O que concluo é que: nossa visão, subjetiva, mas de dentro desse grupo de trabalho, é que conhecemos bem ao protagonista. Não existe só o homem que errou, mas há o homem", emendou.

"A sanção foi severa. Há muito anos estive vinculado à Fifa como instrutor de cursos, membro de estudos técnicos e agora estou na comissão de estratégia. Agora sinto que devo sair desse cargo. Não é prudente coincidir com pessoas que pressionaram para que a sanção fosse dada e que tem valores muito diferentes do que tenho. Então, nos próximos dias, renunciarei ao cargo", anunciou.

No fim o técnico mandou uma mensagem ao jogador. "Que deve recomeçar, que seja melhor e que nunca vai estar sozinho nessa tentativa de recomeçar. Aos torcedores uruguaios, que estão comovidos como nós, dizer-lhes que estamos feridos, mas com uma força incrível e com muita rebeldia. Mais que nunca para o jogo de amanhã, vamos que vamos."

Fonte: Terra
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