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Ministério do Esporte garante apoio a atletas mesmo com orçamento menor

18 set 2016
17h41
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O ministro do Esporte, Leonardo Picciani, garantiu a manutenção do apoio ao paradesporto nacional por parte do Governo Federal, apesar da redução do orçamento para os próximos anos. Uma proposta de diminuição nos investimentos de R$ 1,72 bilhões em 2016 para R$ 960 milhões será votada em outubro pelo Congresso Nacional.

Em entrevista coletiva concedida neste domingo, no Rio de Janeiro, o chefe da pasta garantiu que o corte não afetará o primeiro ano do ciclo olímpico e paralímpico para os Jogos de Tóquio, em 2020, já que o governo não precisará construir novos centros de treinamentos em todas as regiões do País, uma vez que estão concluídos. Além disso, afirmou que o orçamento para o esporte de alto rendimento em 2017 será 30% maior do que o de 2016.

"Nós não vamos precisar construir novas instalações, mas manter funcionando as que existem. O orçamento discricionário do Ministério do Esporte para o próximo ano é maior do que para este ano. Ele está indo de R$ 505 milhões para R$ 656 milhões. Ou seja, um acréscimo de 30%. A redução do valor total se deve a não manutenção de rubricas de construção de equipamentos olímpicos", explicou o ministro, assegurando a sequência dos benefícios aos atletas brasileiros, assim como atenção especial para que o esporte volte a ser incentivado às crianças.

"Serão duas prioridades do Ministério do Esporte. A primeira será a preparação dos atletas. Manteremos os programas que vêm dando certo, como Bolsa Atleta, Bolsa Pódio e a parceira com as Forças Armadas. E a segunda no esporte como inclusão social e esporte educacional. Essa era uma área do Ministério que teve pouca ênfase na pasta nos últimos anos. Retomaremos por entender que não existe esporte de alto rendimento sem o esporte de base", anunciou.

Leonardo Picciani ainda ressaltou o desempenho da maior delegação brasileira da história dos Jogos Paralímpicos, com 286 atletas que competiram em 22 modalidades. Foram 72 medalhas conquistadas, sendo 14 ouros, 29 pratas e 29 bronzes. "Nós tivemos 32 medalhas inéditas em provas, classes e modalidades novas, como canoagem e ciclismo. Tivemos também conquistas inéditas no halterofilismo e no voleibol sentado", avaliou o peemedebista.

Por fim, o ministro destacou a necessidade de iniciar a preparação do novo ciclo para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos da capital japonesa. "Vamos agora voltar as nossas atenções para o ciclo de Tóquio 2020, onde teremos a possibilidade de usar a infraestrutura de legado olímpico, aqui no Rio e em outras cidades do país, como no Centro Paralímpico Brasileiro em São Paulo", concluiu Leonardo Picciani.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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