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Hodgson: seria melhor se ingleses atuassem em outros países

24 jun 2014
21h11 atualizado às 23h49
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<p>Choro e expressões abatidas marcam as derrotas das seleções na Copa do Mundo de 2014</p>
Choro e expressões abatidas marcam as derrotas das seleções na Copa do Mundo de 2014
Foto: AFP

Seria melhor para o futebol inglês se mais jogadores atuassem em outros países, mas os altos salários pagos pelos clubes ingleses são o principal fator a detê-los, disse o técnico da seleção da Inglaterra, Roy Hodgson, nesta terça-feira, após o empate por 0 a 0 com a Costa Rica, na despedida da equipe da Copa do Mundo.

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A humilhante eliminação precoce dos ingleses no Mundial afundou o país em uma profunda autorreflexão sobre os motivos das repetidas decepções em grandes torneios.

Muitos sentem que o sucesso da primeira divisão inglesa em atrair os melhores jogadores do mundo tem limitado as chances de talentos ingleses em ascensão, por relegar os jogadores locais ao banco ou mesmo deixá-los de fora dos times principais.

Minutos depois do último jogo da Inglaterra no Brasil, no qual conquistaram o único ponto do time na competição, Hodgson concordou com um jornalista que perguntou se mais jogadores deveriam buscar experiências no exterior.

“Perfeitamente. Se eles não recebem oportunidades de jogar em um clube do Campeonato Inglês, e eles podem encontrar uma boa oportunidade fora do país, isso seria muito positivo”, disse ele.

“A primeira divisão inglesa é um campeonato muito bom, mas também muito rico. Alguns desses clubes estrangeiros não têm condições de equiparar os salários. Estou falando sobre nossos 16 melhores times face a face aos 16 melhores times da Espanha, Itália, Alemanha. Então nossos altos salários tendem a manter as pessoas no país.”

Somente poucos grandes clubes europeus, os espanhóis Real Madrid e Barcelona por exemplo, conseguem equiparar os estonteantes salários pagos pela maior parte dos times ingleses de primeira divisão, graças à entrada de bilhões em direitos de transmissão nos últimos anos. 

Outra razão para o fracasso da Inglaterra diante do sucesso de times com menos tradição como a Costa Rica, vencedora do Grupo D, é o tempo superior que as outras equipes permaneceram reunidas tanto na preparação antes do torneio como em experiências compartilhadas, disse Hodgson.

“Outros estiveram juntos por mais tempo, mas isso não justifica”, disse ele, também lamentando a falta de sorte da Inglaterra nos três jogos disputados, nos quais várias oportunidades foram criadas.

“O que eu posso dizer é que, de certo ponto de vista, fomos um pouco azarados. Não jogamos pior, nossas atuações mostraram isso... Se você é o Irã e demonstra uma incrível resistência, fez um grande jogo. Mas isso nunca é o caso da Inglaterra. Temos que dominar a partida e fazer gols. A pressão sobre times como a Inglaterra é muito maior.”

Apesar de um torneio decepcionante, os torcedores ingleses que vieram ao Brasil fizeram uma animada despedida, na qual ovacionaram a delegação em Belo Horizonte, o que claramente deixou a seleção emocionada.

“A reação dos torcedores foi brilhante. Estamos tristes e desapontados por eles. Somos realmente gratos por esse momento emocionante no final, quando eles demonstraram apoio”, disse Hodgson.

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