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Thiago Silva: "Ingressos da Copa América estão muito caros"

Defensor diz que vaias no primeiro jogo surgiram depois que torcedor pagou caro e não viu resultado imediato

16 jun 2019
04h40
atualizado às 10h57
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O zagueiro Thiago Silva afirma que são caros os ingressos da Copa América. Por isso, ele compreende as vaias que a seleção sofreu no primeiro tempo da vitória da Bolívia por 3 a 0. "A gente entende a insatisfação do torcedor que pagou caro e não vê um resultado imediato", afirmou. Aos 34 anos, o titular diz que se prepara para a Copa de 2022, mas acha que a renovação da seleção é inevitável. Ele também afirma que Neymar é indispensável e que os outros rivais entram pressionados por ter de enfrentar o Brasil em casa na Copa América.

O que você achou das vaias que a seleção recebeu em São Paulo?

Foram normais. Estamos acostumados com esse tipo de situação. Falando de uma maneira bem clara: os ingressos são muito caros. A gente entende a insatisfação do torcedor que pagou caro e não vê um resultado imediato. A gente entende. Isso faz parte. As pessoas tinham de ter um pouco de sensibilidade com os preços. Acho que estão exagerados. Tinha espaço no estádio. Não sou de falar disso, mas a torcida teve razão no primeiro tempo. Só faltou o gol. A gente não fez o que deveria. No segundo tempo, mudamos a atitude e saímos com um bom resultado.

Thiago Silva disputa bola no primeiro jogo da Copa América
Thiago Silva disputa bola no primeiro jogo da Copa América
Foto: Amanda Perobelli / Reuters

Qual é a importância de ganhar a Copa América em casa?

Estamos no caminho certo, mas foi apenas o primeiro jogo. Temos uma sequência de jogos em uma competição curta, mas foi um bom começo. A gente tem o privilégio de fazer a competição dentro de casa. Sabemos que a responsabilidade é nossa. Mas não podemos esquecer que existe a pressão para os outros, a de jogar contra o Brasil aqui dentro. Existe pressão em qualquer lugar e qualquer campeonato, mas o orgulho de jogar diante da nossa torcida é muito favorável.

Você acha que os outros grandes, como Argentina e Uruguai, também vão sofrer?

Com certeza. Todos vão sentir o nervosismo, uns mais; outros menos. No caso deles, a torcida estará um pouco dividida.

A vitória na estreia era fundamental?

Sim. Estamos mais tranquilos. Nós sabíamos dos nervosismo da estreia. No meu caso particular, fiquei quase dois meses sem jogar os 90 minutos. Senti um pouco mais que o normal, mas estou feliz com o rendimento individual e do grupo.

Você acredita que o jogo vai fluir melhor no segundo jogo?

A tendência é essa. Em Salvador, o calor humano vai ser legal e esperamos fazer um bom resultado lá também e encaminhar a classificação.

Como você projeta o jogo com a Venezuela?

Será completamente diferente. Acho que eles vão marcar um pouco atrás, mas vão jogar. Eles têm grande qualidade técnica. Ganharam da Argentina recentemente. Vamos observar alguns vídeos e situaçõe de jogo. Vamos melhorar jogo a jogo.

É obrigação terminar como líder da chave?

Obrigação é uma palavra muito forte, mas somos favoritos. Temos essa consciência. Mas temos de mostrar esse favoritismo dentro de campo. Só a nossa qualidade não decide mais os jogos. A gente precisa competir e igualar na vontade para ganhar. Hoje, nós igualamos na vontade e a qualidade individual fez a diferença toda.

Você tem iniciado as jogadas da seleção. Isso é treinamento ou depende da circunstância do jogo?

É um pouco de cada. A gente treina, pela qualidade que eu e o Marquinhos temos para a saída de bola, mas também é coisa de jogo. No segundo tempo, nós conseguimos encontrar a linha de passe para fazer um grande jogo, muito melhor do que no primeiro.

A ausência do Neymar representa uma lacuna muito grande na seleção?

Neymar é indispensável para qualquer equipe. Na Liga dos Campeões, nós fomos eliminados pelo Manchester United muito pelo fato de o Ney não estar em campo. É outra coisa. Mas tanto o Everton, que entrou depois, quanto o Neres fizeram um bom jogo. Estamos precisando fortalecer cada vez mais. O Ney está no nosso grupo de whatsapp e mandou uma mensagem bem positiva, desejando sorte.

A seleção brasileira está num momento de renovação. Você se vê na próxima Copa do Mundo?

Os mais experientes, não vou dizer velhos, sabem que essa mudança é natural. Acho que a gente tem de viver o presente. Nosso objetivo inicial é a Copa América. Depois, vamos pensar nas Eliminatórias. Tudo pode acontecer para a Copa de 2022. Eu, Filipe, Miranda, Daniel, como mais velhos, sabemos entender esse momento. É inevitável não falar de renovação. Isso deve acontecer pouco a pouco. Não é possível uma mudança drástica e mudar 23 jogadores. Já estamos vivendo uma mudança bem feita pelo professor (Tite). Acredito que estou em alto nível, mas a gente não sabe até quando. Vou continuar me preparando para 2022.

O que você acha da presença do Japão e Catar na Copa América?

São duas seleções que cresceram bastante nos últimos anos, principalmente o Catar. Nós conhecemos a forma de jogo do Japão, pois já nos enfrentamos algumas vezes. Mas é sempre diferente jogar com uma equipe recém-formada como o Catar. Eles gostam de ficar com a bola. Espero que eles aguardem um pouco mais, pois esse título é importante para nós.

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Estadão
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