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Após superar tumor, Natália respira "novos ares" em Campinas

27 out 2013
08h21
atualizado às 13h28
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Quem vê Natália Zilio Pereira esbanjando alegria e brincando com todos antes de começar o treinamento na Arena Amil nem pode imaginar o que essa "garota" de 24 anos já passou ao longo de sua carreira. Em junho de 2011, recebeu a notícia de que estava com um tumor raro na canela esquerda e dois anos depois foi suspensa por dois meses ao ser flagrada em um polêmico caso de doping. Problemas superados, a ponteira deixou o Rio de Janeiro com destino a Campinas para "respirar novos ares".

<p>Natália recebeu proposta do Sollys/Osasco, mas optou pelo projeto da Amil</p>
Natália recebeu proposta do Sollys/Osasco, mas optou pelo projeto da Amil
Foto: Felipe Christ/Vôlei Amil / Divulgação

Uma das principais jogadoras brasileiras, e também do mundo, Natália tinha vários motivos para continuar na Unilever/Rio de Janeiro, já que havia acabado de conquistar a Superliga 2012/2013, mas optou por se mudar para Campinas, apesar de ter recebido proposta do Sollys/Osasco, clube que defendeu até maio de 2011. A oportunidade de trabalhar com José Roberto Guimarães longe da Seleção Brasileira e o projeto apresentado pela Amil foram os principais responsáveis pela escolha tomada pela ponteira.

Natália ficou um ano e três meses afastada das quadras até se curar totalmente do tumor na canela e, quando estava voltando a sua forma física ideal, acabou sendo suspensa por 60 dias em um polêmico caso de doping. Em entrevista ao Terra , uma das melhores jogadores do mundo, sendo o próprio José Roberto Guimarães, fala sobre sua escolha de ter aceitado a proposta da Amil, polêmicas envolvendo a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), superstições, manias e muito mais.

Confira a entrevista exclusiva com Natália

Terra: O que levou você a deixar o Rio de Janeiro e voltar para São Paulo? E porque optou Campinas ao invés de Osasco?
Natália: Eu sempre falo que novos ares, novos lugares, faz bem para a gente. Cheguei a receber uma proposta e falar com o pessoal de Osasco, mas ainda não era o momento de eu voltar para lá. Aí veio a proposta da Amil e depois de conhecer o projeto vi que, para mim, é o melhor projeto que tem aqui no Brasil em questão de estrutura, para nós jogadoras. Tem também a comissão técnica. Sempre tive vontade de trabalhar com ele num clube, porque só havia trabalhado na seleção.

<p>A ponteira ficou 1 ano e três meses sem jogar por causa de um tumor na canela</p>
A ponteira ficou 1 ano e três meses sem jogar por causa de um tumor na canela
Foto: Felipe Christ/Vôlei Amil / Divulgação

Terra: Quais as semelhanças e diferenças de trabalhar com Bernardinho e Zé Roberto?
Natália: Para mim são os dois melhores treinadores do mundo, pelos títulos conquistados ao longo da carreira, mas os dois têm estilos de trabalhado totalmente diferentes. O Bernardinho é mais estourado, enquanto o Zé Roberto é mais calmo. Essa e a principal diferença.

Terra: Qual a sua opinião sobre a polêmica em torno das campeãs olímpicas viajarem na classe econômica para a disputa do Sul-Americano, no Peru?
Natália: Temos um acordo com a CBV que quem ganha título olímpico ou mundial tem a regalia de viajar na primeira classe, até pelo nosso tamanho. Eu tenho 1,84 m, pernas compridas... as meninas também. Para a gente é muito complicado fazer uma viagem de longa distância. Foi um equívoco, uma falta de comunicação, mas para a próxima viagem já estará tudo certo.

Terra: Quem você aponta como as principais concorrentes do Brasil no próximo ciclo olímpico?
Natália: Durante os anos são sempre as mesmas concorrentes: Rússia, Estados Unidos, a China também está vindo forte. Essas equipes assim como a gente, vem com renovações. A galera nova está chegando, reforçando o grupo e todo mundo vai ter um time novo. Mas acredito que são sempre os mesmos que vão brigar pelos títulos.

Terra: Você tem alguma superstição, mania?
Natália: Sou bem tranquila em relação a superstições. A única coisa que eu faço é toda hora que entrar na quadra fazer o nome do pai, tanto em tempo técnico quanto para entrar pela primeira vez na quadra. Sempre faço o nome do pai e entro com o pé direito.

Terra: Qual foi o pior momento da sua carreira?
Natália: Teve o caso do doping, mas o pior mesmo foi quando tive que fazer a cirurgia na canela. Fiz a primeira em junho de 2011, mas o tumor acabou voltando e precisei fazer outra cirurgia. Tive que ficar dois meses e meio andando de muleta, sem poder colocar o pé no chão. A recuperação foi muito longa e sofri bastante por causa da dor, na minha volta joguei com dores. Mas hoje estou "zerada". Costumo falar que nem parece que fiz cirurgia. Graças a Deus está tudo ótimo.

Fonte: André Regi Esmeriz - Especial para o Terra André Regi Esmeriz - Especial para o Terra

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