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Parceiro de Luiz Estevão celebra sucesso do Atlético-GO

14 ago 2009 - 16h11
(atualizado às 16h26)
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Líder da Série B depois de 18 rodadas e com apenas três pontos a menos que o Corinthians tinha em 2008. Esses são os números surpreendentes do Atlético-GO, candidato forte à elite do futebol brasileiro do próximo ano. À frente do clube está um influente político da Região Centro-Oeste, Valdivino José de Oliveira, presidente desde 2007.

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Pela segunda vez, Valdivino, 57 anos, exerce o cargo de secretário de Estado de Fazenda do Distrito Federal - antes, esteve entre 1999 e 2006. Ocupou ainda a função também em Goiás ao longo de duas oportunidades durante a década passada, além de ser vice-prefeito de Goiânia durante quatro anos.

Junto ao Atlético-GO, cresce também a projeção política de Valdivino, que tem o respaldo do governador José Roberto Arruda e ainda uma forte aliança com Luiz Estevão, senador cassado em 2000 e atual presidente do Brasiliense. É do clube candango, inclusive, que vem quatro titulares atleticanos. Tanto sucesso faz o atual Secretário da Fazenda dar como quase certa a candidatura de deputado federal no próximo ano.

Em quatro anos, o Atlético-GO deixou de ser um clube ameaçado de falência para acumular acessos consecutivos e grandes campanhas. Até 2006, nenhum clube havia pulado da Série C para a Série A, quando o América-RN inaugurou a façanha, repetida em 2007 por Ipatinga e Vitória. Os atleticanos de Goiânia, liderados por Valdivino, devem ser os próximos.

Confira a entrevista na íntegra:

Terra - O que explica o sucesso do Atlético-GO?
Valdivino José de Oliveira - Fizemos um planejamento de longo prazo desde que assumi o clube. Procuramos manter a mesma base e o equilíbrio financeiro possível, até porque sou economista. Ganhamos a segunda divisão goiana já no primeiro ano, no segundo fomos vice-campeões goianos, ganhamos no ano seguinte, em 2007. Em 2008, fizemos bela campanha na Copa do Brasil e terminamos o ano campeões da Série C. Ter uma base sempre mantida é nosso segredo. Não fazemos time para seis meses, é para longo prazo.

Terra - Como é dirigir um clube goiano revezando a moradia entre Goiânia e Brasília?
Valdivino - Hoje está muito fácil, com internet, fax, telefone. Segundo que tenho companheiros de diretoria que suprem meu papel e sei tomar as decisões certas na hora certa.

Terra - Como é sua ligação com o Roberto Arruda?
Valdivino - É uma ligação profissional. Fui secretário de Fazenda por oito anos, fiz bom trabalho, desenvolvi a economia do Estado. Depois fui vice-prefeito de Goiânia e ele me convidou para retornar no ano passado.

Terra - Não há algum tipo de restrição em Brasília por causa dos dois cargos que o senhor ocupa?
Valdivino - Pelo contrário. Ser presidente do Atlético-GO dá orgulho para os amigos. Separo muito bem as duas funções e todos torcem pelo sucesso do clube.

Terra - E com Luiz Estevão e o Brasiliense, como é sua relação?
Valdivino - Tenho uma boa amizade com ele, desde que era senador. O fato de eu estar em Brasília facilitou que pudesse ver alguns atletas que se destacavam no Brasiliense e, por um motivo ou por outro, se indispuseram. Então pedimos a cessão deles. Em alguns casos, nossos parceiros compraram. Em outros, ele emprestou ao Atlético-GO.

Terra - O senhor será candidato a deputado federal no próximo ano?
Valdivino - Ainda é uma coisa a se pensar no futuro, ainda falta um ano e pouco para as eleições. Vou decidir na época mesmo.

Terra - Não está tão longe assim, não é? Hoje qual o tamanho dessa possibilidade?
Valdivino - A possibilidade é mesmo muito grande. É que não posso colocar isso à frente de outras cinco atividades profissionais que tenho. Se colocar, me perco.

Terra - O Atlético-GO sobrevive com algum tipo de parceria?
Valdivino - Nós temos alguns empresários que são proprietários de direitos econômicos de atletas nossos. Não são exatamente parceiros.

Terra - Qual é a folha salarial do Atlético-GO?
Valdivino - É na casa dos R$ 400 mil, junto com a comissão técnica. É uma folha modesta para os padrões da Série B.

Terra - O Atlético-GO é parceiro da Linknet, sobre a qual recaem acusações de desvio de verbas públicas em 2003. O que o senhor sabe sobre isso?
Valdivino - Não sei sobre isso, não se sabe. Ela patrocina (o clube) desde 2005, depois do período das acusações.

Terra - O senhor acredita que a força política que tem sirva para atrair parceiros fortes para o clube?
Valdivino - Não, porque no momento em que mais cresceu eu era vice-prefeito de Goiânia. Voltei a ser secretário em agosto do ano passado. Sei separar bem as funções e o que atrai as empresas é a seriedade do projeto. Todas que chegaram nunca saíram.

Terra - São muitas empresas?
Valdivino - No ano passado, tínhamos 13 ou 14. Esse ano já são quase 20, mas nenhum grande patrocinador. O Atlético-GO tem sido um clube que cresce a cada ano. O que importa é que temos empresas que acreditam.

Terra - O que você pensa para o clube no futuro?
Valdivino - Chegar até a Série A, consolidá-lo como um grande clube no Centro-Oeste.

Valdivino posa em frente ao símbolo do Atlético-GO: líder da Série B pode voltar à elite após 22 anos
Valdivino posa em frente ao símbolo do Atlético-GO: líder da Série B pode voltar à elite após 22 anos
Foto: Atlético-GO / Divulgação
Fonte: Redação Terra
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